sábado, 21 de maio de 2011

Tempos Contemporâneos

Foi se o tempo, foi se a aura
De longas ideias, intensos anseios
De grandes conquistas, imensa bravura
De bocas abertas, de ausência do medo

Foi se o tempo de laços fiéis
Abraços sinceros, sorrisos singelos
De construção, ora, de tenras ambições
Sem facas, sem dor nem flagelos

Foi se o tempo de um espírito jovem,
o rosa tão cedo tornou-se vermelho
a liberdade tão almejada carece de tempo
vestígios relanceados por olhares sonolentos

Foi se o tempo de livre arbítrio,
poder poluído que impõe a conduta
ir e vir agora tem regras
para bilhões de pessoas que se fazem surdas

Foi se o tempo que havia sentido
Na melodia feita, num verso escrito
protesto presente, mas sempre sublime
opinião dita e nunca escondida

Mas um belo dia há de ter,
e eu prezo, não rezo, que há de ter
ideologia, cantos e risos
que tragam de volta, apenas isso
a desmedida vontade do povo de ser.

Um comentário:

Jacquee disse...

- Não sabia que vc sabia fazer poemas tão bem. curti!
Beijos!

# Foi se o tempo de laços fiéis
Abraços sinceros, sorrisos singelos
De construção, ora, de tenras ambições
Sem facas, sem dor nem flagelos

Foi se o tempo de um espírito jovem,
o rosa tão cedo tornou-se vermelho
a liberdade tão almejada carece de tempo
vestígios relanceados por olhares sonolentos

Foi se o tempo de livre arbítrio,
poder poluído que impõe a conduta
ir e vir agora tem regras
para bilhões de pessoas que se fazem surdas.

Gostei muito dessas 3.