quarta-feira, 23 de junho de 2010

O ÚLTIMO.


Cheguei tarde, agarrei sua blusa como uma desculpa qualquer só para olhar nos seus lindos olhos. Olhares furtivos foram meus companheiros durante o tempo em que você estava presente. Inocência ficar sentada por perto? Não, foi intencional. Queria que você tivesse percebido em meus olhos a saudade que eu gostaria de ter percebido nos seus. E, enquanto você me tocava, eu queria te dizer tantas coisas, te jogar no ar tantas soluções! Fraqueza, maldita e bela. E... como eu sinto sua falta. Apenas um dia de abstinência e vai ser sempre assim: você, em todas as partes, todos os dias.
Apenas concluo que, mesmo se você partir e permanecer distante, eu nunca vou te perder.

Vou te carregar pra sempre comigo.

"Fecho meus olhos, são três horas da tarde. Então me dou conta que ele realmente foi embora de vez. Alguém viu meu amor por aí? Algúem o viu por aí? O amor se foi e me cegou. Eu procurei mas não o encontrei. Ele se perdeu na multidão".

O último. E já chega.

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